Follow by Email

sábado, 17 de março de 2012

Clarisse Barata Sanches


                   Uma glória goiense


                  A sua inspiração, Distinta Amiga,
                   é muito simplesmente inesgotável
                   e quanto ao seu valor não sei que diga
                   senão que me parece incomparável!


                   Tudo lhe serve para versejar,
                   dando prioridade à Natureza
                   e a tudo quanto possa ter lugar
                   nos seus altos conceitos de Beleza.


                   Não há matéria nobre que não tenha
                   nos seus belos sonetos cabimento
                   sempre de primoroso tratamento.


                   Que nunca em sua mente falte lenha
                   para aquecer os nossos corações
                   com suas talentosas… criações!


                   Por João de Castro Nunes

segunda-feira, 5 de março de 2012

ARGUMENTO DE DEFESA


Por Bastos Tigre - PE
___________________

Disse alguém, por maldade ou por intriga,
que eu de Vossa Excelência mal dissera:
que tinha amantes, que era "fácil", que era
da virtude doméstica, inimiga.


Maldito seja o cérebro que gera
infâmias tais que em cólera maldigo!
se eu disse tal, que tenha por castigo
o beijo de uma sogra ou de uma fera!


Senhora! pondo a mão sobre a consciência,
minha palavra, impávida, protesta
contra essa intriga da maledicência!


Indague a amigos meus; qualquer atesta
que eu acho e sempre achei Vossa Excelência

feia demais para não ser honesta...

sábado, 18 de fevereiro de 2012

A PAZ FUJONA



Por Lino Vitti
(O Príncipe dos Poetas Piracicabanos)

 Que foi feito da Paz? Que foi feito da Paz?
 foi um sonho talvez que o tempo já apagou?
 mas um sonho se vai como a brisa fugaz,
 deixando uma ilusão nas mãos  de quem sonhou...

 Por que a Paz foi embora e por que desertou?
 faltou talvez amor - o amor que tudo traz?
 foi quiçá criminosa e o mundo a encarcerou
 numa inóspita e atroz e insólita Alcatraz?...

 Decerto a humanidade, invés de muito amá-la,
 do nosso mundo a fez fugir tragicamente
 armou-se do desprezo e quis assassiná-la.

 E por isso no céu, na terra e no universo
 - Caim que busca amor, mas tudo inutilmente -
 o homem vive infeliz, solitário, disperso...

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Dez questionamentos que levam ao sucesso


SEGUNDO o premiado jornalista Geoffrey James, autor da coluna "Sales Source", no site Inc.com.

1. Tenho certeza de que aqueles que eu amo se sentem amados?
2. Eu fiz algo hoje que contribuiu, minimamente, para um mundo melhor?
3. Tenho condicionado o meu corpo para ser mais forte e flexível?
4. Tenho revisto e afinado os meus planos para o futuro?
5. Eu atuei em privado com a mesma integridade que em público?
6. Tenho evitado as palavras e ações ruins?
7. Eu tenho feito algo de valor?
8. Ajudei alguém com menos condições?
9. Tenho preservado boas lembranças?
10. Eu me senti grato pelo fato de estar vivo?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

GÊNESE DO SONETO



__












_




________________________




Por Renã Leite Pontes

E fez Deus o soneto, o mal e o bem.
O soneto nasceu triunfalmente...
Renasce com “Jurasso”, de repente,
Logo o velho ”Triasso“ o fez, também.

Cantou em decassílabo um dragão.
Riscou quatorze linhas num chão reto.
Tomou lições com um escritor pagão,
Então nasceu o soneto bisneto.

Nasceu, pulou, botou o pé na estrada.
Depois, Vega, na tosca balaustrada,
Quis aprendê-lo de um monge chinês.

Pôde aprendê-lo bem - tão bem o fez
Que até Darío o quis - rimas tão retas!
Isto inspirou todos os demais poetas.

PONTES, Renã Leite (Org.). O (In) Consciente Coletivo. Rio Branco-AC: Estrela Gráfica e Editora, 2007. Sonetos.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A Tora Solitária: No Dia Seguinte


________________________________
Por Renã Leite Pontes

Era tardinha do dia 07 de dezembro de 2011.

Por estas horas e a esta altura,
Enquanto no senado federal
Faz-se aprovado o novo código florestal,
Eis-me aqui
Presa em cabo de aço a um “caminhão de tora”
Que não rima com vida,
Que não rima com nada,
Mas me mantém aprisionada
As pranchas das minhas irmãs ancestrais
Que, antes de mim, pau por pau, se obrigaram:
A dar a folhas para salvar a sombra...
- A sombra é para os espertos! –
Dar a sombra para salvar a essência,
Dar a essência para salvar a seiva,
Dar a seiva para salvar o fruto,
Dar o fruto para salvar as cascas,
Dar as cascas para salvar o tronco,
E, por fim, dar o tronco para forrar o pântano
Da dissimulação,
Com âmago, algo assim,
Tão rígido e impenetrável...
Como um calmante desesperado
Tragado
Com quatro dedos bem gordos de gim.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O Continente Submerso da Atlântida Amazônida

Relato de Renã Leite Pontes
_________________________________________


Existem diversas teorias a respeito da existência e até do local exato da submersão da Atlântida. Eis um pequeno relato:
Para descobrir a localização da cidade, uma equipe de cientistas norte-americanos recorreu a imagens de satélite de uma “cidade” submersa ao norte da cidade de Cádis, na Espanha. Ali, nas terras úmidas e pantanosas daquele parque natural - Doñana, os estudiosos acreditam repousar os restos mortais da antiga Atlântida.
Durante 2009 e 2010, os cientistas usaram uma combinação de radares de profundidade, mapeamento digital e pesquisa subaquática para confirmar a teoria.
Segundo declarações de Richard Freund, que liderou a equipe, à Reuters: "Esta zona do globo registrou vários tsunamis ao longo da história. Um dos melhores documentos é o que afetou a cidade de Lisboa em 1755".
O canal National Geographic já emitiu um programa especial sobre este achado. No entanto, espera-se agora reação da comunidade científica mundial que, em parte, continua a colocar em causa a existência da cidade.
Enquanto “curioso” do assunto. Na década de 80, pesquisando,  encontrei informações parecidas em um livro raro CIVILIZAÇÕES PERDIDAS (com vastíssima documentação) que é propriedade do meu amigo Airtom Rocha. Na época, o Doutor pela USP era Secretário de Educação de Rio Branco – AC.











Epopeia II - A Hidra de Lerna Vencida por Hércules - O Herói Grego


__________________________________
Por Renã Leite Pontes

Era a hidra feroz, esquartejei-a,
lacei o javali das “Terras Altas”.
matei de besta as mil bestas peraltas,
flechei até Celene, a bicha feia.

Venci quem cumpre e quem capitaneia,
fiz Hera deglutir suas risadas...
foi retirando pedras calcinadas
que o Alfeu desaguou naquela aldeia.

Olhei severo aqueles olhos rudes.
rangeu a barca sob os pés sidéreos.
passei por provas de vicissitudes.

Com méritos cheguei além da oitava.
cumpri doze trabalhos, todos férreos;
tornei-me o que ninguém acreditava.


Imortal?
_____________________________________
Por Renã Leite Pontes

Tétis, a mãe de Aquiles, a quem quis
imortal, além do bem e do hades.
tentastes ocultar certas verdades:
quem faz a guerra não será feliz!

Por que destes ao grego o cetro, a lança,
sabendo que ele só matar sabia?
banhastes o guerreiro aquele dia,
de sorte e morte e triste aventurança.

Quem tomba de um só golpe, em tenra idade,
em dura briga por mulher alheia,
decerto imortaliza a vaidade,

Bem albergada desde a puberdade...
espalha seus projetos pela areia;
alija-se do dom da piedade.

PONTES, Renã Leite. Diálogos (An) Versos. Belém-PA: Editora Paka Tatu, 2010. Sonetos, poesia e prosa poética.


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

La Belle de Jour do Maison Borges


............ ................. Renã(E),Juliana e Pedro Pocha (D)
.................... ......... na Arte transatlântica de Renis Ramos (Acre)
.................... ......... e Vicente Jorge (Suíça).
_________________________________________________

Por Renã Leite Pontes

Ela chegou, já era tardezinha,
tomou a dianteira em frente o espelho.
cinquenta e sete quilos de gracinha,
num rosto traduzido do evangelho.

Dobrou seu corpo feito escaravelho,
logrou a pose tão bem paradinha,
que, a platéia, do mancebo ao velho,
passou a perguntar de onde ela vinha.

É “La Belle de Jour”! - Gritou um bardo -
esposa de um grande felizardo,
mas, que a noite, também é cimeira.

Não vou dizer se é humana ou fada,
porém, das Julianas, é a primeira
que conheço em soneto dissecada.

domingo, 1 de janeiro de 2012

No ano de 1871, Eça de Queirós disse:


«Estamos perdidos há muito tempo...
O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os carácteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: “o país está perdido!”
Algum opositor do actual governo?... Não!»

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Queridas Confreiras e Confrades da AVSPE


Minhas queridas Confreiras e queridos Confrades da AVSPE,

 Eu brinco de economista, porque os economistas brasileiros viraram poetas. Brinco de jornalismo, porque (a maioria) dos jornalistas da minha terra viraram “empregados”. E o sacratíssimo “dever de imprensa” tem que se cumprir, nem que seja pelo sacrifício dos poetas.

Neste sábado (17) que antecede o natal e o ano novo, aproveito nosso espaço privilegiado para lhes enviar uma saudação em forma de um texto reflexivo, escrito assim, como eu diria? Digamos que a queima-roupa, em função do pouco tempo que disponho para diversas obrigações.
Muito se tem falado sobre prognósticos para o novo ano que se aproxima... em, especialmente, os nossos próceres políticos, que - julgando a condição de todos, a partir da própria realidade deles - alardeiam que a situação do Brasil é luminosa e prometedora. Houve até quem dissesse que o Brasil dispõe de reservas cambiais para salvar o EUA da crise que se meteu, devido principalmente, aos gastos pleonásticos com “despesas bélicas”.
Entretanto, os números que vejo, nas fontes confiáveis, são de outra monta e apontam para outros rumos. Neste particular, apesar de poeta, em se tratando de economia, por respeito aos trabalhadores e as famílias brasileiras, que parafraseando o gigante russo, León Tolstói: “moem o milho em cima do gume do machado”, prefiro ser um realista, buscando a informação confiável que, no caso, é o que nos interessa.
Hoje cedo, enquanto me adonava  das atualidades na esfera política brasileira, li maravilhas de prognósticos a respeito das nossas reservas cambiais, coisa que, ao invés de me animar, deixou- me um tanto preocupado, movendo-me a escrever este documento para encerramento do exercício 2011 na AVSPE.
Ora, vejamos, a dívida pública brasileira, que engloba tanto o que o Brasil deve para outros países como os débitos no mercado interno, atingiu em novembro - segundo as fontes mais confiáveis - R$ 3,5 trilhões. Ora, esta cifra estratosférica é proporcional à dívida pública da Itália que, segundo consta, está em maus lençóis. Por que, então, com o mesmo déficit italiano, o Brasil estaria descansando em berço esplêndido, imune a crise internacional?
Para refletirmos mais a respeito dos objetos de estudo que aqui nos interessam: “os sorrisos otimistas e injustificada ufania presentes nas entrevistas cedidas pelo Palácio do Planalto”, vamos estudar mais um dado:
O Projeto de Lei Orçamentária (PLO) de 2011, votado pelo Congresso Nacional e levado ao Ministério da Saúde, prevê um orçamento de R$ 70,9 bilhões para gastos na saúde nacional em 2012. Entretanto, se observarmos os JUROS PAGOS da dívida pública brasileira nos últimos 12 meses - dinheiro que o governo pega emprestado de “investidores” para honrar compromissos e devolver com correção (que pode ser definida com antecedência no caso dos títulos prefixados) - veremos que o Brasil fechará 2011 pagando cerca de R$ 240 bilhões, apenas com juros, segundo o IMPOSTÔMETRO DA FIESP. Vide:
Vamos ver se conseguimos simplificar a equação supracitada: nosso país pretende destinar cerca de R$ 70 bilhões para a saúde brasileira em 2012, mas gastou R$ 240 bilhões, apenas com juros em 2011, isto, sem passar um esparadrapo com mercúrio na ferida de brasileiro nenhum. Equação resolvida.
Eu faço estas ponderações porque sou professor, por vocação, por sede de saber e vontade de servir ao meu País, em suas fronteiras e lá fora. E ai do Brasil se não fora a minha classe, que ensina - apesar do salário - o mínimo de VALORES a um número cada vez mais descontrolado e estratosférico de crianças que - em muitos casos - não têm nenhuma referência familiar ou senso de pertinência a nação. Parece-nos paradoxal quando os políticos alardeiam que o Brasil é um país ordeiro, mas não agradecem aos professores por isto, porque se não fora - nas últimas duas décadas - o labor dos professores, eu não quero sequer imaginar como estaria esta questão da ordem e violência no Brasil.
Chegando a esta altura da nossa prosa - a título de ilustração - quero reportar-me a uma entrevista concedida por Romário ao jornalista Cosme Rimoli da TV Record. Na oportunidade, o deputado e ex-futebolista brasileiro deu as seguintes declarações bombásticas:
“Não há interesse de que a população brasileira deixe de ser ignorante. Há quem se beneficie disso”.
[...]
“Os gastos previstos para o Pan do Rio eram de, no máximo, R$ 400 milhões. Foram gastos R$ 3,5 bilhões. Vou dar um testemunho que nunca dei. Comprei alguns apartamentos na Vila Panamericana do Rio como investimento. A melhor coisa que fiz foi vender esses apartamentos rapidamente. Sabe por quê? A Vila do Pan foi construída em cima de um pântano. Está afundando. O Velódromo caríssimo está abandonado. Assim como o Complexo Aquático Maria Lenk... É um escândalo! Uma vergonha! Todos fingem não enxergar. Alguém ganhou muito dinheiro com o Panamericano do Rio. A ignorância da população é que deixa essa gente safada sossegada”.
[...]
“A presidente Dilma havia afirmado quando assumiu que a Copa do Brasil de 2014 custaria R$ 42 bilhões. Já está em R$ 72 bilhões. E ninguém sabe onde os gastos vão parar. Ninguém. Com exceção de São Paulo, Rio, Minas, Rio Grande do Sul e olhe lá...Pernambuco... Todas as outras sete arenas não terão o uso constante. E não havia nem a necessidade de serem construídas. Eu vi onze das doze... Estive em onze sedes da Copa e posso afirmar sem medo. Tem muita coisa errada. E de propósito para beneficiar poucas pessoas”.
[...]
“A FIFA vai lucrar de R$ 3 a R$ 4 bilhões e não vai colocar um tostão no Brasil. É revoltante. Deveria dar apenas 10% para ajudar na Educação. Iria fazer um bem absurdo ao Brasil”.

Finalmente, meus queridos Confrades, quero aqui lhes parabenizar pelo glorioso labor poético em 2011. Trabalho poético que justifica e existência da nossa AVSPE, sobre os cuidados da nossa laboriosa Diretoria e reconhecida dedicação da nossa Presidente, a Embaixadora Efigênia Coutinho, que deste Balneário Camboriú, o próspero município catarinense, faz desta Academia este espaço privilegiado das letras, muito justamente reconhecido pela comunidade literária lusófona nacional e internacional.
Este que se alimenta da palavra e pede forças a Deus em 2012, para fazer o que deve ser feito e dizer o que deve ser dito, em letra confiável, despede-se, muito afetuosamente,
Vosso Confrade e Membro Efetivo,

Renã Leite Pontes
Do transmontano estado do Acre - Amazônia Brasileira












sábado, 17 de dezembro de 2011

Soneto de Natal


__________________________________________
Por Renã Leite Pontes

Natal de contrastíssimo deleite,
falas de amor e frases com efeito
devastador, ao pobre do meu peito,
porque alguém não tem onde se deite.

Disseram que dos céus o Rarefeito
Filho de Deus desceu pra pôr ao mal
limite que pudesse, no final,
incentivar o mundo a ser perfeito.

O grande amor de Deus é excelência!
e tudo recomeça no ano novo...
por que não cresce a “massa” em consciência?

Todo natal, meu triste mal se agrava:
se Cristo veio pra salvar seu povo,
por que a humanidade segue escrava?



Que ilusão
­__________________________________________
Soneto-resposta à Poetisa Clarisse Barata Sanches - Góis - Portugal.

Caríssima Clarisse, a poesia
eu a vi na leitura dos teus dados.
já com mais de dez livros publicados,
a obra em competência se avalia!

Num mundo torto, tanta coisa torta,
já ninguém quer saber de poesia,
nem construir poemas de harmonia:
a Musa foi bater em outra porta!

Quem se vê num espelho pequenino...
como verá a Grande Humanidade,
o Mundo sob o prisma de um Menino?

Se algo de bom restou, de validez,
foi nesta escola feita de Humildade.
onde foi que Jesus estudos fez?


PONTES, Renã Leite. Diálogos (An) Versos. Belém-PA: Editora Paka Tatu, 2010. Sonetos, poesia e prosa poética.