Por Renã Leite Pontes
À Malu Mourão, no seu Aniversário 2011.
Na nota lá, no dia das estrelas,
minha alma transpassou o umbral mundano,
na caravela do grande oceano
transcendental das grandes caravelas
No plasma sideral das coisas belas,
muito engendrada no divino plano,
mais além dos penares das favelas,
sentindo o gozo do silêncio arcano,
Nasci... das dores, no fragor de um Hino.
quis nascer novamente nesta Terra,
por deferência do Reitor Divino,
que, declamando um verso alexandrino,
fez-me acercar a causa que me espera,
avançar e abraçar o meu destino.
1 comentários:
Li atentamente e gostei da temática do soneto no que tange a fixação imagética. Mas sendo rigoroso e sincero, o poema possui algumas "inconsistências" que podem ser retificadas em poemas a surgir. A iniciação do 1º verso ficou forçada no sentido fonético, em conjunção de palavras que para mim, na leitura, não funcionou bem: "Na nota lá..."; outras duas coisas: cuidado com as excessívas adjetivações e estas acontencem em todo o texto. A adjetivação não é um problema, bem como o prosaísmo na poesia, como alguns erroneamente defendem. Porém, senti isso no texto. "na caravela do grande oceano transcendental das grandes caravelas"; "No plasma sideral das coisas belas, muito engendrada no divino plano" são exemplos que soam excessivos. A terceira coisa que opino é o excesso nas preposições "de encaixe" do soneto. Isso artificializa bastante o decassílabo e de fato o fragiliza, sinto isso neste poema. São observações minhas, mas de bastante respeito a sua poética e seu artesanato. Um abraço caríssimo Renã. Um abraço e saudades do amigo.
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