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sábado, 17 de dezembro de 2011

Soneto de Natal


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Por Renã Leite Pontes

Natal de contrastíssimo deleite,
falas de amor e frases com efeito
devastador, ao pobre do meu peito,
porque alguém não tem onde se deite.

Disseram que dos céus o Rarefeito
Filho de Deus desceu pra pôr ao mal
limite que pudesse, no final,
incentivar o mundo a ser perfeito.

O grande amor de Deus é excelência!
e tudo recomeça no ano novo...
por que não cresce a “massa” em consciência?

Todo natal, meu triste mal se agrava:
se Cristo veio pra salvar seu povo,
por que a humanidade segue escrava?



Que ilusão
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Soneto-resposta à Poetisa Clarisse Barata Sanches - Góis - Portugal.

Caríssima Clarisse, a poesia
eu a vi na leitura dos teus dados.
já com mais de dez livros publicados,
a obra em competência se avalia!

Num mundo torto, tanta coisa torta,
já ninguém quer saber de poesia,
nem construir poemas de harmonia:
a Musa foi bater em outra porta!

Quem se vê num espelho pequenino...
como verá a Grande Humanidade,
o Mundo sob o prisma de um Menino?

Se algo de bom restou, de validez,
foi nesta escola feita de Humildade.
onde foi que Jesus estudos fez?


PONTES, Renã Leite. Diálogos (An) Versos. Belém-PA: Editora Paka Tatu, 2010. Sonetos, poesia e prosa poética.


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